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Adubo NPK: o que significam os números e como escolher

Por Equipe Jardim em Casa · 8 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Na embalagem da maioria dos fertilizantes aparecem três números, como 10-10-10, 4-14-8 ou 20-5-20. Eles indicam a porcentagem dos três nutrientes principais de que as plantas precisam: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), sempre nessa ordem. Entender o que cada um faz ajuda a escolher o adubo certo para cada planta e cada fase.

Nitrogênio (N): folhas e crescimento

O nitrogênio é essencial para o crescimento das folhas e dos ramos e para a cor verde, porque faz parte da clorofila. Plantas com falta de nitrogênio ficam pálidas e amareladas, a começar pelas folhas mais velhas. Já o excesso causa muito crescimento de folhas, caules moles e pouca flor, além de atrair pragas como os pulgões.

Fósforo (P): raízes, flores e frutos

O fósforo participa do desenvolvimento das raízes, da floração e da formação de frutos e sementes. É importante no plantio de mudas e na fase de florescimento. Fórmulas com o número do meio mais alto, como 4-14-8, são populares para estimular flores.

Potássio (K): resistência e qualidade

O potássio fortalece a planta, ajuda a regular a água nos tecidos, aumenta a resistência a doenças e melhora a qualidade, o sabor e a cor dos frutos. É muito exigido por plantas frutíferas, como o tomate.

Como ler os números

Um adubo 10-10-10 tem 10% de nitrogênio, 10% de fósforo e 10% de potássio: é uma fórmula equilibrada, de uso geral. Um adubo 4-14-8 tem pouco nitrogênio e mais fósforo, e é usado para floração e plantio. O restante da embalagem é composto por outros elementos e materiais de enchimento.

Qual usar em cada fase

Fase ou objetivoPrioridadeExemplo de fórmula
Crescimento de folhas (folhagens, gramados)Mais nitrogênio20-5-20 ou semelhantes
Uso geral e manutençãoEquilibrado10-10-10
Plantio, raízes e floraçãoMais fósforo4-14-8
FrutificaçãoMais potássioFórmulas com K mais alto

Micronutrientes

Além do NPK, as plantas precisam de outros nutrientes em menor quantidade: cálcio, magnésio e enxofre (os macronutrientes secundários) e micronutrientes como ferro, zinco, manganês e boro. Adubos mais completos trazem esses elementos, e adubos orgânicos costumam fornecê-los naturalmente.

Adubos minerais e orgânicos

  • Minerais (químicos): agem rápido e têm composição exata. Em excesso, podem salinizar o solo e queimar as raízes.
  • Orgânicos: como húmus de minhoca, composto, esterco curtido e farinha de ossos. Liberam os nutrientes devagar, melhoram a estrutura do solo e a vida dos microrganismos, e o risco de exagero é menor. Têm números de NPK mais baixos e variáveis.

Muitos jardineiros combinam os dois: orgânico como base, para nutrir o solo, e mineral em doses pequenas quando a planta precisa de um reforço. Veja também como produzir o seu adubo em compostagem em casa.

Como adubar sem queimar a planta

  • Siga a dose da embalagem ou use menos. Mais adubo não significa mais crescimento.
  • Regue antes: nunca aplique adubo em terra seca.
  • Não encoste o adubo granulado no caule; espalhe ao redor, na borda do vaso.
  • Respeite o descanso: muitas plantas crescem pouco no inverno e precisam de menos adubo.
  • Plantas recém-replantadas devem esperar algumas semanas antes de receber adubo mineral.

Sinais de excesso

Pontas e bordas das folhas queimadas, crostas brancas na superfície do substrato ou na borda do vaso e murcha repentina podem indicar excesso de adubo. Nesse caso, regue abundantemente várias vezes para lavar o excesso de sais e suspenda a adubação por algumas semanas.

Formas de adubo

Há adubos granulados, de liberação lenta (que duram meses), líquidos e foliares (aplicados nas folhas). Para vasos em casa, os de liberação lenta são práticos; os líquidos permitem doses pequenas e frequentes, como as recomendadas para orquídeas.

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